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  • Kelly Rossi

Os Irmãos Karamázov - resenha


Título Original - Братья Карамазовы

Autor - Fiódor Dostoiévski

Nacionalidade - Russo

Tradução - Paulo Bezerra

Ilustrador - Ulysses Bôscolo

Editora - 34

Gênero - Romance Psicológico

Páginas - 1040

Edição em 2 volumes

Ano - 2012

ISBN - 9788573264098

Classificação - ⭐⭐⭐⭐⭐💘


Sinopse - "Em 'Os Irmãos Karamázov', considerado por muitos sua obra-prima, Dostoiévski conduz o leitor em uma viagem pelos recantos mais sombrios e mais luminosos da alma humana, com passagens inesquecíveis - como a parábola do Grande Inquisidor e os questionamentos radicais de Ivan Karamázov sobre a moral e o livre-arbítrio - que marcaram decisivamente não só a literatura, mas a própria história do pensamento ocidental."



"O amor é um mestre, mas é preciso saber adquiri-lo, porque é difícil adquiri-lo, custa caro, um longo trabalho que demanda um longo tempo, porque não se deve amar apenas por um instante fortuito, mas até o fim. Qualquer um pode amar por acaso, até o malfeitor pode amar."


Como colocar em palavras o que representa a obra "Os Irmãos Karamázov" de Dostoiévski? Seria praticamente inconcebível fazer jus ao livro. Portanto, minha tentativa aqui é apenas compartilhar minha perspectiva da melhor forma possível.


Essa obra carrega a história de um crime, bem como um debate filosófico e religioso. Mas isso é só a pontinha do iceberg. Todas as peças foram brilhantemente arquitetadas, a impressão que eu tive ao ler é que o Dostoiévski esboçou toda a narrativa e depois voltou linkando e detalhando, deixando tudo perfeitamente redondo e cíclico. A sensação de ler uma passagem e perceber a ligação que o autor fez em outro momento da obra é absolutamente satisfatória. Mas o que mais me conectou com esse trabalho extraordinário foi o desenvolvimento das personagens. Todos os protagonistas do livro passam por uma jornada árdua que testa seus pontos fortes e fracos e os ajuda a entender a si mesmos, sua fé e suas crenças.



"Não existe nada mais sedutor para o homem que sua liberdade de consciência, mas tampouco existe nada mais angustiante."


Aliócha, um dos irmãos Karamázov, é o suposto herói da história, escolhido pelo próprio Dostoiévski que se mescla ao narrador em praticamente todo o livro. Mas encontrei meu próprio herói, Ivan Karamázov, de longe o meu personagem preferido, ironicamente ele contrasta com Aliócha: um crente e o outro ateu.


"Não é Deus que não aceito, entende isso, é o mundo criado por ele, o mundo de Deus que não aceito e não posso concordar em aceitar."


Todas as personagens tinham suas virtudes e defeitos que as tornavam reais e críveis. Os irmãos juntos formam todas as camadas do que um ser humano possui dentro de si. Mas o que fez Ivan Karamázov se destacar para mim foi seu crescimento ao longo das páginas e suas de dimensões humanas, filosóficas e psicológicas tão amplas e profundas. Torci muito por ele e me questionei deveras sobre seus apontamentos de ordem social e cósmica.


Foram quatro meses de leitura e acabei me sentindo parte desse universo. A bela e sincera escrita de Dostoiévski mais uma vez me cativou totalmente e eu fiquei completamente imersa na vida louca dos Karamázov.

"Até da pior família se podem conservar lembranças preciosas, contanto que a alma seja capaz de procurar o precioso."

"Os irmãos Karamázov" se tornou parte de mim. É daqueles livros impossíveis de esquecer, que viverá e envelhecerá comigo. Eu me sinto privilegiada em ter concluído essa leitura. Não é um livro fácil, mas é recompensador. Se você ainda não leu e tem vontade, se joga... e se quiser conversar sobre a obra, estarei por aqui.


Grande beijo, um ótimo voo a todos e até a próxima!📚



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