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  • Foto do escritorKelly Rossi

O Tenente Quetange - resenha


Título Original - Podporútchik Kijé

Autor - Iuri Tyniánov

Nacionalidade - Russo

Tradução - Aurora Fornomi Bernardini

Editora - 34

Gênero - Conto

Páginas - 96

Ano - 2023

ISBN - 9786555251500

Classificação - ⭐⭐⭐⭐⭐


Sinopse - "Conhecido como um dos grandes nomes da corrente formalista da teoria literária, Iuri Tyniánov (1894-1943) foi também um talentoso escritor, responsável por modernizar o gênero da ficção histórica na Rússia. Em O tenente Quetange (1928), sua obra mais conhecida, Tyniánov lança mão de capítulos breves e uma linguagem sucinta, quase telegráfica, que remete à prosa modernista e aos cortes rápidos do cinema ― não por acaso, a obra nasceu como um roteiro, outro gênero que o autor dominava.

Nesta novela ambientada no século XVIII, durante o reinado do tsar Paulo I ― numa sátira que miraculosamente escapou à censura de Stálin ―, Tyniánov parte de uma simples anedota para compor uma elaborada crítica da autocracia russa, na qual o processo de burocratização do cotidiano e falseamento de dados históricos ganha vida própria e gera situações verdadeiramente surreais.

Junto à celebrada tradução de Aurora Bernardini e à apresentação de Boris Schnaiderman, este volume traz ainda um posfácio, inédito em português, de Veniamin Kaviérin, em que o escritor e dramaturgo soviético relembra em detalhes a fascinante personalidade de Tyniánov."




"O Tenente Quetange" tem a concisão que deslumbra. Destacando a importância das palavras, cada uma foi meticulosamente escolhida para compor esse conto espirituoso, ácido, curioso e, ao mesmo tempo, complexo, que trata a condição humana, o poder e o papel da burocracia em um governo tirânico.


O novo escrivão sabia que se atrasasse seu trabalho em entregar a Ordem do Dia - um documento muito importante - até determinado horário, seria punido com prisão. A pressão e o pavor fez com que ele optasse em entregar o documento com alguns erros ortográficos. O deslize na transcrição da palavra 'que tange', acabou por criar um novo Tenente. Uma pessoa que até então não existia, acabou ganhando 'vida' e movimentando todo o ambiente militar dessa história.

Mas o erro não para por aí, contrastando com o 'nascimento' do tenente Quetange, o documento também anuncia o falecimento do vivíssimo tenente Siniukháiev. Muito mais do que o tema do duplo, os impactos que a vida e a morte ilusórias apresentam no decorrer da narrativa, só confirmam a verdade imaginária que sustentava todo um império fascista que governava a Rússia naquela época.


Essa edição conta com prefácio de Boris Schnaiderman e posfácio de Veniamin Kaviérin.

"O Tenente Quetange" é um daqueles escritos russos inesquecíveis, uma verdadeira preciosidade, definitivamente vale a pena lê-lo!



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