• Kelly Rossi

O Museu do Silêncio - resenha


Título Original - 沈黙博物館

Autora - Yoko Ogawa

Nacionalidade - Japonesa

Tradução - Rita Kohl

Editora - Estação Liberdade

Gênero - Romance

Páginas - 304

Ano - 2016

ISBN - 9788574482699

Classificação - ⭐⭐⭐⭐


Sinopse - "Uma investigação sobre a passagem do tempo, a memória, a vida e a morte. São muitas as camadas de significados neste romance original e atípico da japonesa Yoko Ogawa. Inscrevê-lo no gênero suspense não seria equivocado, mas limitante: a história do jovem museólogo, contratado por uma idosa de personalidade hostil, com incumbência de recolher, organizar e catalogar objetos e relíquias de pessoas que partiram desta para melhor - de modo a elaborar assim uma espécie de memorial da morte - é bem mais complexa do que simplesmente plantar no leitor o mistério que estará por trás de tão mórbida missão.

Conhecida pela predileção em negar a visão realista do mundo por realidade paralelas de pegada onírica, o que muitas vezes lhe rendeu comparações com o universo encantado de seu compatriota Hayao Miyazaki - cineasta que assina animações como A viagem de Chihiro - Ogawa faz exatamente isso neste livro: opta em ambientar a história numa localidade inóspita não identificada (e quase fantasmagórica). Da mesma forma, os personagens também não são nomeados. Isso contribui para diluir os eventuais estranhamentos culturais intrínsecos às origens japonesas, assim consolidar sua voz de alcance universal."


Yoko Ogawa já publicou cerca de vinte livros, conquistando diversos prêmios literários no Japão.


"O Museu do Silêncio" foi meu primeiro contato com a autora e já deu pra sentir que sua escrita é especial. Além de possuir uma narrativa belíssima, esse livro também tem um ar misterioso e fantástico em alguns momentos. Logo no início da leitura eu percebi muita similaridade com o filme "A Viagem de Chihiro", como se fosse uma imersão mágica que conduz o leitor por todo o ambiente criado na história.


"O QUE EU QUERO FAZER É UM MUSEU MAIS GRANDIOSO DO QUE VOCÊS JOVENS PODEM IMAGINAR. UM MUSEU QUE NÃO EXISTE EM LUGAR NENHUM DO MUNDO, MAS QUE É ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO."


Com o intuito de alcançar mais pessoas e não causar estranhamentos com a cultura japonesa, a autora optou por não nomear os personagens. A história se passa em um local fictício e tudo começa quando um museólogo chega para uma entrevista de emprego. Uma velha (como é chamada no livro) senhora tem o objetivo de criar um museu que tenha em seu acervo apenas objetos de pessoas já falecidas.


Enquanto o museu vai se formando, muitas coisas interessantes e enigmáticas vão acontecendo. E nas entrelinhas é possível observar a relevância de temas que estruturam toda a obra, como por exemplo: a vida, a morte, a passagem do tempo, a importância da memória, a valoração e a concretude do silêncio e o quanto ele pode nos ensinar sem nada dizer, e, acima de tudo, o quanto cada pessoa é significativa. "MESMO A VIDA MAIS MODESTA DEIXA ALGUMA RECORDAÇÃO."


O desfecho é rápido e não entrega todas as respostas, talvez com o propósito de fazer o leitor pensar e imaginar várias possibilidades.

Esse livro me despertou a vontade de conhecer mais autoras japonesas. 🥰


"NADA DO QUE ACONTECE CONOSCO É INÚTIL. TUDO NO MUNDO TEM UMA RAZÃO, UM SENTIDO E UM VALOR."


Você já conhecia a Yoko Ogawa?? Tem alguma outra autora japonesa para recomendar?


Beijos, um ótimo voo a todos e até a próxima!📚❤



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