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O Filho de Mil Homens - resenha

  • Foto do escritor: Kelly Rossi
    Kelly Rossi
  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

Autor - Valter Hugo Mãe

Nacionalidade - Português

Editora - Biblioteca Azul

Gênero - Ficção Contemporânea

Páginas - 224

Ano - 2024

ISBN - 9786558302230

Classificação - ⭐⭐⭐⭐⭐❤️


Sinopse - "O filho de mil homens, um dos romances mais celebrados de Valter Hugo Mãe, ganha uma edição especial com nova capa e pintura trilateral. Aclamado pela sensibilidade que é marca do autor, o livro conta com prefácio assinado pelo escritor Alberto Manguel e ganhará as telas pela Netflix, com Rodrigo Santoro no papel principal. Na narrativa, acompanhamos Crisóstomo, um pescador solitário que, ao completar quarenta anos, decide tecer seu próprio destino. Em Camilo, um jovem órfão, ele encontra o filho pelo qual sempre ansiou. Em Isaura, rejeitada por não ser virgem, descobre a chance de transcender e ser mais do que completo. Com personagens tão excêntricos quanto humanos, Valter Hugo Mãe constrói uma ode à singularidade e à força do amor incondicional. A história apaixonada de Crisóstomo é um convite para abraçar a estranheza que nos torna únicos e celebrar a capacidade do amor de preencher nossos vazios mais profundos."


"A felicidade é a aceitação do que se é e se pode ser."

"O filho de mil homens" é um livro belo e de leitura tranquila sobre aceitação em todas as suas formas. É sobre aceitar a nós mesmos e outras pessoas, com suas almas mais ricas e vibrantes. As páginas vibram a importância de sermos capazes de abrir o coração para a alteridade.


"Os seus olhos tinham um precipício. E ele estava quase a cair olhos adentro, no precipício de tamanho infinito escavado para dentro de sim mesmo."

O autor dedica os primeiros capítulos à apresentação das personagens, e cada capítulo inicialmente me pareceu uma história à parte. Seja a história de um homem de quarenta anos que foi impedido de ter o filho que tanto desejava, a história de uma mulher anã que é como qualquer outra mulher, a história de uma mulher que parou de comer após um acidente e começou a se perder, ou a história de um homem afeminado. As personagens, que à primeira vista são diferentes, são unidas pela solidão e pela rejeição da sociedade conservadora do interior português. Elas não são más, são apenas “diferentes” e, portanto, não se encaixam nas pequenas caixas criadas pelos habitantes de uma aldeia. Só gradualmente e naturalmente os destinos das personagens começam a se entrelaçar e se conectar, elas se procuram e se encontram na solidão.


"Amar era feito para ser uma demasia e uma maravilha."

Valter Hugo Mãe tem uma escrita sensível e terna, e cada trecho do livro é como uma carícia, que esconde um conteúdo igualmente belo.


"Nunca limites o amor, filho, nunca por preconceito algum limites o amor. O miúdo perguntou: por que dizes isso, pai. O pescador respondeu: porque é o único modo de também tu, um dia, te sentires o dobro do que és."






Eu me emocionei lendo, e depois assistindo à adaptação. As duas artes ficaram lindas e se completam. Recomendo muito a leitura e o filme. Ambos belíssimos.









"Todos nascemos filhos de mil pais e de mais mil mães, e a solidão é sobretudo a incapacidade de ver qualquer pessoa como nos pertencendo, para que nos pertença de verdade e se gere um cuidado mútuo. Como se os nossos mil pais e mais as nossas mil mães coincidissem em parte, como se fôssemos por aí irmãos, irmãos uns dos outros. Somos o resultado de tanta gente, de tanta história, tão grandes sonhos que vão passando de pessoa a pessoa, que nunca estaremos sós."

Já leu alguma obra de Valter Hugo Mãe?


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