• Kelly Rossi

O Egípcios - resenha


Título Original - The Egyptians

Autor - Isaac Asimov

Nacionalidade - russo/norte-americano

Tradução - Luis Reyes Gil

Editora - Planeta Minotauro

Gênero - Não-ficção

Páginas - 288

Ano - 2021

ISBN - 9786555354546

Classificação - 4,5⭐


Sinopse - "Em 'Os Egípcios', Isaac Asimov faz um apanhado das principais eras de uma das maiores civilizações que a humanidade já conheceu, passando pelo poder e pelo esplendor dos faraós no Antigo Egito, pela época ptolomaica e pelo domínio romano - com destaque para Cleópatra -, chegando à transição para um território majoritariamente muçulmano. Isaac Asimov é autor de obras como 'Fundação', 'Eu, Robô' e 'O Fim da Eternidade'. Nasceu em 1920, na Rússia, mas naturalizou-se americano em 1928. Foi um dos grandes expoentes da Era de Ouro da ficção científica mundial, tido como um dos maiores apoiadores da ciência e da tecnologia de seu tempo. A coleção História Universal Isaac Asimov nos leva a uma viagem ao passado, guiada justamente por um autor que sempre nos ajudou a imaginar o futuro. Asimov faleceu em 1992, aos 72 anos."


SERÁ QUE ASIMOV TAMBÉM É BOM NA NÃO-FICÇÃO, ASSIM COMO É NAS FICÇÕES CIENTÍFICAS?


Se você também tem essa dúvida, já aviso: sim, o cara é ótimo em tudo o que escreve. Saindo de sua especialidade futurística, nesse livro, Asimov nos conduz a uma viagem ao passado, e que delícia é ler esse autor!


"Os Egípcios" é uma não-ficção que traz um compêndio dos principais períodos da civilização egípcia, uma das maiores e mais marcantes que já existiu.


Todas as eras são abordadas de forma dinâmica e interessante. O intuito aqui é não é o aprofundamento da riqueza histórica, mas sim fazer um apanhando geral com os pontos mais relevantes e com curiosidades que instigam o leitor. É uma leitura que traz saciedade e ao mesmo tempo desperta a ânsia de querer saber um pouco mais.


O livro inicia no Egito pré-histórico, passa pela poderio exuberante dos Faraós antigos, pela época ptolomaica e pelo domínio romano, até chegar na transição para um território de maioria mulçumana.



Eu gostei muito de saber um pouco mais sobre a construção das pirâmides, monumentos que ainda geram muito espanto, interesse e intrigam inúmeros estudiosos.


O capítulo que trata sobre a Cleópatra me deixou muito fascinada. Saber que ela "não era egípcia nem tinha "sangue egípcio", portanto representá-la como uma "morena temperamental" é insensato" foi um choque para mim. Se eu aprendi isso na época da escola, já não me lembrava, mas todos os antepassados da Cleópatra eram gregos ou macedônios.


Antes de encerrar quero deixar minha recomendação para você que ama uma boa não-ficção, principalmente essas que contam um pouco sobre a História incrível da humanidade. E aproveito para deixar um trecho do livro só para vocês sentirem o sabor dessa obra.


"O Livro dos mortos, portanto, contém instruções para a conservação de cadáveres. Os órgãos internos (que se decompõem bem antes do restante do corpo) eram extraídos e colocados em jarros de pedra, embora o coração, como núcleo principal da vida, fosse colocado de volta no corpo. Depois o morto era tratado com produtos químicos e envolto em faixas que, para se tornar resistentes à água, eram untadas com piche. Os cadáveres embalsamados eram chamados de "múmias", termo derivado da palavra persa "piche". Mas por que persa? Porque os persas dominaram o Egito durante um tempo no século V a.C.; a palavra passou, em seguida, para os gregos, e dos gregos chegou a nós."


Incrível, né!?


Beijos, um ótimo voo a todos e até a próxima!📚❤


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