• Kelly Rossi

Woody Allen: a autobiografia - resenha


Autor - Woody Allen

Tradução - Santiago Nazarian

Editora - Globo Livros

Gênero - autobiografia

Páginas - 328

Ano - 2020

ISBN - 9786555670288

Classificação -⭐⭐⭐⭐


Sinopse - "Nesta autobiografia hilária e ao mesmo tempo poética, como seus melhores filmes, o celebrado diretor, comediante, escritor e ator Woody Allen oferece um olhar pessoal e bastante completo sobre sua vida repleta de polêmicas e conquistas. Começando com sua infância no Brooklyn e passando pelos dias como roteirista-assistente de grandes nomes da era de ouro da comédia televisiva norte-americana, Woody fala a respeito das dificuldades do início da carreira, quando fazia apresentações de stand-up em clubes obscuros e, com seu estilo único, relembra como acabou migrando para o cinema com comédias pastelão como Um assaltante bem trapalhão, e revisita sua longa e produtiva carreira, que já dura sessenta anos. Woody foi responsável pelo roteiro e a direção de obras que marcaram gerações como Noivo neurótico, nervosa, Manhattan e Annie e suas irmãs e produções mais recentes, incluindo Meia-noite em Paris e Um dia de chuva em Nova York.

Entre um filme e outro, Woody fala sobre seus casamentos, romances, amigos famosos e anônimos, sua relação com o jazz, seus livros e suas peças. De forma corajosa, ele encara seus fantasmas, avalia seus erros e sucessos e relembra aqueles a quem lhe ensinaram lições valiosas.

Woody não se poupa de nenhum assunto. Ele esmiuça sua conturbada relação com a ex-namorada e estrela de vários de seus filmes Mia Farrow, cujas acusações nunca compravadas de abuso sexual contra Dylan, a filha adotiva do casal, ameaçaram seriamente a carreira do diretor; seu polêmico casamento com Soon-Yi; o rompimento da longeva amizade com o banqueiro brasileiro Jacqui Safra, financiador de vários de seus filmes; a desistência da gigante editorial Hachette de publicar esta autobiografia às vésperas do lançamento e como a política do "cancelamento"fez com que ele fosse demonizado, mesmo após ser declarado inocente de todas as acusações que sofreu.

Este é o autorretratado divertidíssimo e profundamente honesto do mais celebrado e controverso cineasta do nosso tempo."



Gostando ou não de cinema, você já deve ter ouvido falar em Woody Allen. Nunca? Então, vou contar um pouquinho dele para você. Woody Allen é um dos cineastas mais importantes do século XX. Já dirigiu mais de 50 filmes como 'Noivo neurótico, noiva nervosa'; 'Manhattan'; 'Hannah e suas irmãs'; 'A rosa púrpura do Cairo'; 'Vicky Christina Barcelona' e 'Um dia de chuva em Nova York'. Além de roteirista, ator, clarinetista e escritor, Woody também já teve seu espaço reservado na lista de grandes comediantes.

Nessa pequena autobiografia, Woddy Allen destrincha os momentos mais marcantes, e alguns bem conturbados da sua vida. Conhecemos um pouco da sua infância no Brooklyn, o início da sua carreira com a escrita que aconteceu ainda na adolescência e toda a sua trajetória como comediante de stand-up até chegar a um cineasta de sucesso.


Woody é um escritor brilhante! Ele usa muito humor para contar sua história. Alguns pontos são tão engraçados que é difícil de acreditar. Hilário desde sua incapacidade para trocar fitas de sua máquina de escrever até sua inabilidade em dirigir.


"Um escritor nunca depende de ser contratado para trabalhar, mas gera seu próprio trabalho e escolhe sua própria jornada de trabalho. Às vezes, acho que seria divertido subir no palco e fazer stand-up novamente, mas logo essa vontade passa."


Entre trabalhos e prêmios, Woody narra sobre sua relação com amigos famosos e anônimos, seus romances e casamentos. Entre eles, sua relação com a estrela de cinema Mia Farrow e seu polêmico envolvimento com Soon-Yi. Também conta como descobriu a paternidade e como teve sua carreira seriamente abalada com as acusações de abuso sexual contra Dylan, sua filha adotiva.


"Fui um pai muito amoroso sem ser de fato o pai pelas vias legais. Mas nunca ocorreu a mim que eu precisaria de um pedaço de papel."


Ao fazer a leitura, senti que o Woody usou boa parte do livro para se defender contra as acusações e polêmicas que mancharam sua carreira. Apesar de dar boas risadas em várias partes da obra, outras me incomodaram, tais como: a forma erotizada em que se refere as mulheres que passaram por sua vida e o rebate sobre a política de sempre acreditar nas mulheres. Não estou aqui para julgá-lo moralmente e acredito que ele mesmo o faz durante a narração da fase mais dramática que enfrentou na vida.


"Psiquiatras dizem que em momentos de crise nos tornamos mais quem realmente somos."


Se você gosta de biografias ou autobiografias, tem curiosidade em conhecer mais da vida cheia de conquistas e polêmicas desse grande cineasta, esse livro é para você.



Beijos, um ótimo voo a todos e até a próxima!📚💕

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