• Kelly Rossi

Utensílios-para-a-dor: histórias-com-hífens - resenha


Autor - João Anzanello Carrascoza

Nacionalidade - Brasileira

Editora - Faria e Silva

Gênero - Contos

Páginas - 96

Ano - 2020

ISBN - 9786599114908

Classificação - ⭐⭐⭐⭐⭐


Sinopse - "Com estes contos-utensílios, Carrascoza inicia uma nova aventura pelas veredas do conto, depois de se consagrar como autor de narrativas breves de dimensão canônica (que reluzem na escrita solitária ou acompanhadas por fotografias), histórias curtas, mini-contos e até relatos de uma linha só. Agora, oferece ao leitor contos nos quais as palavras compostas, para além da hifenização, atuam como forças motrizes das tramas e desafiam as divisas do gênero. O engenho metafísico de alguns enredos se soma à conhecida ficção comovente do autor - lá estão os pais, os filhos, os avós, os amores perdidos, os seres humanos, enfim, arremessados com seus sonhos na sólida realidade -, sublinhando um novo traço estilístico em sua obra. Utensílios-para-a-dor nos mostra, assim, o quanto o conto, aberto a experimentações, é obra, alta voltagem literária. Livro-surpreendente de um dos mais-líricos escritores-brasileiros-contemporâneos."


"ABRIMOS FERIDAS COM INCISIVAS PALAVRAS OU COM O BISTURI DO SILÊNCIO. REJEITAMOS DAR RAZÃO AO OUTRO, SE O OUTRO NÃO ACEITAR A NOSSA RAZÃO."


O cuidado com que Carrascoza trabalha suas palavras me enche os olhos. O lirismo em suas narrativas curtas e cotidianas embalam o leitor de maneira suave e os convida ao mergulho com seus personagens em camadas repletas de miudezas.


Mais uma vez, a prosa poética escancara o mundo, mostrando que nem sempre as coisas terminam bem. Tragédias, dores e finais acontecem, mas também há esperança, respiros profundos que retomam a vida incansável, aquela que nunca para.


"As camisas do pai, o pai que se foi, o pai que eu só posso, agora, tocar pelas minhas mãos-escrita, as camisas do pai que, declaradamente, são as camisas-ausência do meu amor-desnudamento."


"Utensílios-para-a-dor" reune 50 mini contos, em sua maioria comoventes. Alguns são chocantes, outros carregam a inocência e beleza da infância. Entre sabores-lembranças, a dor-conforto também duelam em minúcias-rotineiras ligadas pela hifenização movente nos textos.


Dentre os contos favoritos desse livro, destaco "Mãe-adeus", ele é triste e, ao mesmo tempo, belíssimo. "Utensílios-para-a-dor", com exceção de 4 contos que não me cativaram, ficou ao lado do livro "Aquela Água Toda", outra obra do autor que gosto muitíssimo.


João Anzanello Carrascoza figura entre meus autores contemporâneos favoritos. Espero que seu legado se amplie cada vez mais e que ainda seja conhecido por muitos leitores.


Se você gosta de contos e ainda não conhece Carrascoza, recomendo que mude isso!


"SEM ATURAR A SOLIDÃO, TENTAMOS AMAR. AMANDO, TEMOS MEDO DE RETORNAR À SOLIDÃO. O MEDO LIGA O NOSSO RADAR DE PERDAS."



Beijos, um ótimo voo a todos e até a próxima!📚💖



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