• Kelly Rossi

Uma mulher sem importância - resenha


Autora - Sonia Purnell

Tradução - Petê Rissatti

Editora - Planeta

Gênero - Biografia

Páginas - 416

Ano - 2021

ISBN - 9786555352276

Classificação - ⭐⭐⭐⭐⭐


Sinopse - "Em 1942, a Gestapo, Polícia secreta nazista, enviou uma mensagem urgente: "Ela é a mais perigosa de todos os espiões aliados. Devemos encontrá-la e destruí-la". O alvo era Virgínia Hall, uma socialite americana que se transformara em espiã do Ministério da Guerra britânico e, posteriomente, dos Estados Unidos. A despeito de seus problemas físicos - ela tinha uma prótese de madeira na perna esquerda -, Virginia foi a primeira mulher a conseguir se infiltrar como agente secreta na França ocupada, com atuação decisiva para a Resitência Francesa. Uma mulher sem importância conta a história dessa que foi a mulher civil mais condecorada da Segunda Guerra Mundial. Não faltaram razões para tal: ela treinou células de resitência que realizaram sabotagem de guerrilha, como explodir pontes e até mesmo descarrilar um trem de carga. Hall também ajudou a preparar o terreno para que as forças aliadas invadissem a Normandia e a Provença. Segundo estimativas, Virginia e sua equipe capturaram quinhentos oficiais alemães e mataram outros 150."



"Ela ajudou a inaugurar um papel audacioso de espionagem, sabotagem e subversão por trás de linhas inimigas em uma era que que as mulheres mal apareciam no prisma de heroísmo."


Virginia Hall nasceu em 1906 no seio de uma típica família americana rica. O mais esperado para as mulheres de sua classe social naquela época era um bom casamento. Mas Virginia sonhava em ser diplomata. Estudou em colégios prestigiados dos Estados Unidos, Alemanha, França e Áustria. Ela tinha muita facilidade em aprender línguas e se tornou poliglota, tendo uma coleção afiada de cinco idiomas: francês, alemão, espanhol, italiano e russo.


Infelizmente, em 1932, ela atirou acidentalmente em seu próprio pé, e após complicações severas, acabou tendo sua perna esquerda amputada. Além das dores que a acompanhariam pelo resto da vida, a amputação encerrou seu sonho em trabalhar para o serviço diplomático.


"Mesmo se a diplomacia fechasse as portas, devia haver outra maneira de provar seu valor na luta que ela considerava a batalha da verdade contra a tirania. Ela precisava encontrar seu valor."


Devido ao seu brilhantismo, foi recrutada por uma agência de serviço secreto inglesa. Virginia sempre precisou mostrar seu valor, seu ambiente de trabalho era ainda mais machista que o normal. Além de precisar lutar por ser mulher, também precisou lutar por causa de seu problema físico. O preconceito era gigante.

Virginia Hall foi a primeira mulher infiltrada na França ocupada pelos alemães. Seu trabalho foi tão incrível que estudos mostram que ela encurtou em 9 meses a Guerra e manteve 8 divisões alemãs afastadas do campo durante o dia D. Espetacular, né?


"Ela operava nas sombras, e nas sombras era mais feliz."


Mas o que essa mulher fez?

Além de transmistir informações via rádio para a Inglaterra, Virginia armou emboscadas contra o inimigo, organizou a resistência francesa, providenciou armamentos e alimentos para os aliados, esquematizou fugas inacreditáveis de prisões e muito mais...


Conforme a invasão alemã foi tomando conta do território francês, a situação da Virginia foi ficando mais complicada. Ela era cada vez mais perseguida e procurada por seus inimigos, inclusive pelo temido oficial da SS nazista, Klaus Barbie, também conhecido como "açogueiro de Lyon".


"Ela ajudou a mudar para sempre a espionagem e o ponto de vista em relação às mulheres na guerra - e o curso da luta na França."


A CIA foi criada logo depois do fim da Guerra e a Virginia foi uma das primeiras mulheres a integrar o corpo de espiões. Mas pasmem, ela acabou tendo que trabalhar indiretamente com vários daqueles que eram seus inimigos durante a Guerra.


Quero destacar o trabalho de pesquisa da Jornalista Sonia Purnell que está impecável. É enriquecedor saber sobre esse outro lado da guerra. Uma visão totalmente diferente que foi destrinchada por essa biografia. "Passei dias desenhando diagramas que combinassem com as dúzias de codinomes com classificações de suas missões, meses caçando trechos daqueles estranhos papéis "desaparecidos"; anos escavando memórias e documentos esquecidos."


Se você gosta de histórias sobre Guerras, sobre a Segunda Guerra Mundial, recomendo que experimentem conhecer essa obra que relata, de um outro ângulo, momentos que, infelizmente, são importantes para a História da humanidade.


Agora é sua vez. Você já conhecia essa mulher incrível que esteve à frente de seu tempo? Ficaram curiosos para conhecer a história de Virginia Hall, a espiã americana mais perigosa da Segunda Guerra Mundial?




Feliz dia Internacional da Mulher. Beijos, um ótimo voo a todos e até a próxima!📚💕


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