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  • Foto do escritorKelly Rossi

Rei Lear - resenha


Título Original - King Lear

Autor - William Shakespeare

Tradução - Rodrigo Lacerda

Editora - 34

Gênero - Tragédia

Páginas - 448

Ano - 2022

ISBN - 9786555251340

Classificação - ⭐⭐⭐⭐⭐


Sinopse - "Levada aos palcos pela primeira vez em Londres, em 1606, a peça Rei Lear é não só uma das maiores criações de William Shakespeare (1564-1616) como também assinala um dos pontos mais altos da dramaturgia mundial. A tragédia do rei majestoso e octogenário, que tem início quando este decide abdicar do trono e partilhar seu reino entre as três filhas, equiparando a herança de cada uma ao afeto que lhe demonstram, lança o protagonista numa espiral vertiginosa em que este passa do ápice do poder à crua indigência, encontrando sua perfeita realização dramática na célebre cena da “Tempestade”, no ato III. Ao longo da peça, Lear e as demais personagens ― com destaque para a figura genial do Bobo que, com suas tiradas certeiras e imprevistas, antecipa aspectos do que modernamente se chamaria “teatro do absurdo” ― põem a nu uma ampla gama de emoções, normalmente ocultas, bem como variadas formas de luta pelo poder. Combinando enredos familiares e questões de Estado, códigos de conduta ancestrais e a emergência de valores mercantis, Rei Lear se situa precisamente na encruzilhada entre modos de vida e de atividade política que estão na raiz do mundo moderno. Tudo isso ganha cor e relevo extraordinários nesta edição bilíngue com a tradução de Rodrigo Lacerda, que, na nota de abertura e no posfácio, explicita o quadro geral da obra, os dilemas de suas personagens e os pontos-chave da peça, bem como os critérios de tradução, que resultaram num texto apto a ser lido com beleza e fluência, seja por atores em cena, seja pelo leitor solitário no palco de sua imaginação."


👑 "É um amor que me tira o fôlego e o dom da oratória,

Pois, além de toda a medida, eu amo a vós."


A grandeza de "Rei Lear" reside não apenas em sua linguagem ou em sua análise do poder, mas em sua estrutura extraordinária e em sua total recusa em seguir os arcos dramáticos usuais.

👑 "Nas dobras da astúcia, o tempo dirá o que segue existindo.

Quem esconde seus erros, a vergonha acaba exibindo."

A comovente irreversibilidade da mortalidade. Idade e perda. O despojamento de si mesmo. Amor. Tortura e brutalidade patrocinada pelo Estado. Um Deus injusto, se ele (ou eles) estiverem lá. Família. Recordar e reconhecer os que sofrem e os empobrecidos, os que não tiveram a nossa sorte nem os dons que nos foram dados pelo nosso nascimento.


👑 "Embora as ciências da natureza possam dar estas ou aquelas causas racionais, mesmo assim a natureza se vê açoitada pelos acontecimentos. O amor esfria, a amizade estraga, irmãos se dividem. Nas cidades, motins; nos campos, discórdias; nos palácios, traições; e os laços entre filho e pai, arrebentados. Esse bandido que eu gerei se enquadra nas previsões, é filho contra pai;


"Rei Lear" é a peça em que o velho rei dá seu reino para suas filhas enquanto ele ainda está vivo, enquanto pretende viver sua vida como rei. Ele exige palavras de afeto antes de dividir a terra entre suas três filhas, mas uma filha, Cordelia, acha as palavras inadequadas. Isso é impossível, e Lear comete o erro de bani-la e dar sua herança para suas outras duas filhas mais calculistas. E há a história paralela de Gloucester, onde o filho ilegítimo, Edmund, tenta enganar o filho legítimo, Edgar, para tirar sua herança... e o garoto esperto também tem outros grandes esquemas. Infelizmente, as coisas não acontecem como ninguém pretende, resultando em muita raiva, guerras, assassinatos, olhos sendo arrancados e esmagados no palco, servos leais e súditos de vários níveis desempenhando vários papéis importantes. Lições de vida são aprendidas, os arrogantes são amargamente esclarecidos e humilhados, mas apenas alguns permanecem de pé.


👑 "A felicidade de um homem honesto às vezes brota do infortúnio."


Ler a peça e, ao mesmo tempo, imaginá-la em cena é uma experiência que recomendo para todos. Eu amo a construção das personagens, principalmente o Bobo da corte que é divertidamente ácido e levanta reflexões tenebrosas em seu Rei (e consequentemente em nós, leitores). Mas meu personagem favorito é Kent, o melhor e mais íntimo amigo do Rei, sua fidelidade supera barreiras, ele ama e faz tudo por seu amigo sem esperar nada em troca, é de encher os olhos.


👑 "É o mal dos tempos, quando os loucos guiam os cegos."


Essa edição é bilíngue, conta com a tradução, posfácio e notas de Rodrigo Lacerda. Está caprichadíssima. Comparei com outras traduções e essa é de longe minha preferida. Recomendo muito!


👑 "[ ... ] Neste mundo,

O homem deve suportar tanto a partida como a chegada;

O importante é estar pronto. Vamos."


Ler Shakespeare não é um bicho de sete cabeças, se você tem vontade de conhecer, mas tem receio, única coisa que te falo é: se joga!


Beijos, um ótimo voo a todos e até a próxima! 📚💘



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