• Kelly Rossi

Admirável Mundo Novo - resenha


Título Original - Brave New World

Autor - Aldous Huxley

Nacionalidade - Inglês

Tradução - Vidal de Oliveira

Editora - Biblioteca Azul

Páginas - 312

Ano - 2014

ISBN - 9788525056009

Classificação - ⭐⭐⭐⭐⭐


Sinopse (orelha) - "A Terra agora se divide em dez grandes regiões administrativas. A população de dois bilhões de seres humanos é formada por castas com traços distintivos manipulados pela engenharia genética: nos laboratórios são definidos os pouco dotados, destinados aos rigores do trabalho braçal, e também os que crescem para comandar. Não há espaço para a surpresa, para o imprevisto. O slogan "comunidade, identidade e estabilidade" sustenta a trama do tecido social. Estamos no ano 632 depois de Ford - aquele da linha de produção de automóveis -, quando o amor é proibido e o sexo, estimulado."


"QUANTO MAIOR É O TALENTO DE UM HOMEM, MAIS PODER TEM ELE PARA DESVIAR OS OUTROS."


Publicado pela primeira vez em 1932, "Admirável Mundo Novo", ainda hoje, é um retrato perturbador de um futuro sombrio que aguarda a humanidade.


Henry Ford, criador da linha de produção automobilística, é o Deus nessa sociedade distópica, e os anos são contados a partir do seu falecimento. Um aspecto curioso na narrativa é a troca do nome Ford por Freud para apontar características psicológicas das personagens.


O livro começa com um professor mostrando um laboratório onde bebês de proveta eram gerados. O conceito família foi abolido. As pessoas nascem e morrem sozinhas. O vínculo social que elas tinham além de amizade superficial, era a sexualidade. Enquanto o amor foi proibido, o sexo foi estimulado. Quanto mais parceiros sexuais, melhor. Mas toda essa sexualidade abordada na história não tem nada a ver com erotismo, diria mais que parece sua negação.


Esse mundo foi dividido em castas, que eram decididas no momento da criação e do nascimento dos bebês. Cada um era preparado e treinado para aceitar e viver "feliz" com seu condicionamento dentro da casta escolhida, independente de ser inferior ou superior.


Os moradores dessa sociedade achavam tudo absolutamente normal e viviam alegremente a situação imposta, com exceção de Bernard. Ele era o único que se recusava a tomar o "soma", uma droga que o governo distribuia para que as pessoas fujissem da realidade e se sentissem completamente felizes.


"QUANDO NÃO SE CONHECE A HISTÓRIA, OS FATOS RELATIVOS AO PASSADO, EM GERAL, PARECEM MESMO INCRÍVEIS."


Nas férias, Bernard foi para uma Reserva Selvagem onde pessoas comuns, assim como nós, viviam. Em um determinado momento, Bernard encontrou uma família que era do Admirável Novo Mundo. E foi quando Bernard deu um jeito de levar o "Selvagem" e sua mãe de volta que tudo virou de cabeça para baixo.


Um dos elementos que mais me chamou a atenção na obra, foi o uso do "Selvagem" na história. Ele não fazia parte dessa sociedade distópica, então ao ser inserido nela, sua visão acaba ampliando o foco e trazendo novos aspectos para o leitor. São perspectivas que não acontecem em outras distopias clássicas, tais como: "1984" e "Fahrenheit 451", onde a revolta acontece por uma personagem que já era do universo criado.


"E ESSE É O SEGREDO DA FELICIDADE E DA VIRTUDE: AMARMOS O QUE SOMOS OBRIGADOS A FAZER."


O grande pressuposto da sociedade exposta no livro é que todos deveriam ser felizes. Interessante, né? A felicidade é algo que buscamos insaciavelmente. Mas até que ponto? Será que não temos o direito de ser INfelizes?


Beijos, um ótimo voo a todos e até a próxima!📚❤




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