• Kelly Rossi

A Morte do Almirante - resenha


Autores - Dorothy L. Sayers, G. K. Chesterton, Cônego Victor L. Whitechurch, G. D. H. e M. Cole, Henry Wade, Agatha Christie, John Rhode, Milward Kennedy, Ronald A. Knox, Freeman Wills Crofts, Edgar Jepson, Clemence Dane e Anthony Berkeley.

Tradução - Carlos Evaristo Marques da Costa

Editora - Record

Páginas - 258

Ano - 1997

ISBN - 8501018376

Classificação - ⭐⭐⭐⭐


Sinopse - "Em um barco à deriva, o corpo do Almirante Penistone é encontrado. Ontem à noite, ele jantou com a sobrinha na casa do vigário. Depois disso, ele usou seu próprio barco para navegar pelo rio até sua casa. No entanto, o barco em que o almirante se encontra não é propriedade dele, mas sim do vigário. O almirante foi apunhalado por uma faca ou punhal, mas não há sangue no chão. Além disso, a linha de amarração foi cortada."


"A Morte do Almirante" é mais uma obra criada pelos Sócios do Detection Club (clube de escritores ingleses de obras policiais).


O Clube precisava de dinheiro para se manter e daí surgiu a ideia de publicar o livro. Treze autores especialistas em livros policiais se reuniram e cada um escreveu um capítulo dessa ficção detetivesca. Para que tudo funcionasse bem na formação dessa história, algumas regras foram estabelecidas. Com exceção do Prólogo que foi escrito por último, cada colaborador elaborou o mistério que lhe foi apresentado nos capítulos precedentes sem ter a mínima ideia quanto à solução ou soluções que os autores prévios tinham em mente. A partir disso, cada autor escrevia sua trama com uma teoria definida à vista, ou seja, não podia introduzir novas complicações apenas com o objetivo de deixá-la mais difícil. E com o objetivo de se certificarem que todos estavam cumprindo as regras, cada autor apresentava, junto com o o manuscrito de seu próprio capítulo, uma proposta própria com a solução do mistério. Outra regra estabelecida era: cada escritor devia tratar honestamente os problemas impostos por seus predecessores, sem deixar de resolver algum mistério já aberto.


E foi assim, como uma espécie de jogo, que nasceu "A Morte do Almirante". Tudo começa com um barco à deriva, onde encontra-se o corpo do almirante Penistone. Depois de jantar com sua sobrinha na casa do vigário, ele usou seu próprio barco para navegar pelo rio até sua casa. Mas algo dá errado e o barco em que o almirante se encontra não é propriedade dele, mas sim do vigário. O almirante foi apunhalado com um objeto cortante, mas não há sangue no chão.

O principal investigador do caso é o Inspetor Rudge, mas quanto mais pistas surgem, mais dificuldades e armadilhas parecem rodear esse misterioso acontecimento.


Eu gostei muito do início do livro. As passagens de um capítulo para outro são fluídas e satisfatórias, acredito que a regra foi muito bem cumprida nesse ponto, porque a mudança de escrita de autor para autor é bem sutil. Mas os últimos capítulos acabaram ficando pesados, com excesso de enigmas não desvendados que foram se arrastando até o desfecho. Não gostei de algumas soluções apresentadas e alguns capítulos acabaram ficando cansativos por apresentarem um verdadeiro monólogo do Inspetor Rudge. Talvez um ajudante seria uma boa opção para deixar o enredo mais leve. Mesmo assim, o livro tem várias passagens engraçadas e o capítulo escrito pela Agatha valeu toda a leitura.


Eu também gostei muito de ler as soluções que cada autor imaginou para a história. Ler as teorias e descobrir que até eles que são especialistas não conseguem acertar o assassino me deixou até feliz. Não sou só eu que sou feita de trouxa.😆


Esse foi o 17º livro lido pelo Clube Lendo Rainha Christie. O próximo é "O Mistério Sittaford", todinho escrito pela Agatha.😌 A leitura já está acontecendo e estou cada vez mais curiosa. 🧐



Por hoje é só! Beijos, um ótimo voo a todos e até a próxima!💖📚

7 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo