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  • Foto do escritorKelly Rossi

É Fácil Matar - resenha


Título Original - Murder is Easy

Autora - Agatha Christie

Nacionalidade - Britânica

Tradução - Érico Assis

Editora - Haper Collins Brasil

Gênero - Romance Policial

Páginas - 238

Ano - 2021

ISBN - 9786555111361

Classificação - ⭐⭐⭐


Sinopse - "O policial Luke Fitzwilliam retorna à Grã-Bretanha depois de anos servindo no Oriente Médio para uma longa estadia. Em seu caminho para Londres, ele cruza com uma mulher que afirma ter um serial killer atuando em seu pequeno vilarejo, Wychwood. De início, Fitzwilliam não acredita nas declarações de Miss Pinkerton, mas, quando recebe a notícia de que sua companheira de viagem foi encontrada morta, decide dar uma chance à investigação. Então, o corpo de uma quarta vítima aparece, e todas as mortes parecem um acidente. Mas, como Fitzwilliam descobrirá, em Wychwood, nada é como parece…"




〰 Gostar é mais importante do que amar?


"É fácil matar" afirma que sim. E isso me deixou com uma grande pulga atrás da orelha. Até mais que o mistério do livro, que desta vez consegui desvendar! Pois é, voadores, minhas células cinzentas estão trabalhando, finalmente.😅


Esse livro não entrou na minha lista de favoritos da autora. Por um lado, eu realmente amei o cenário da vila, as velhinhas, o sobrenatural, as bruxas e até gostei muito do clima supersticioso e diferente do enredo. Por outro lado, eu realmente achei o casal principal bastante irritante, e a história de amor deles um tanto dispensável. Depois do debate no Clube Lendo Rainha Christie cheguei a conclusão que eu é que preciso de um pouco mais de romantismo no coração. 😆


🔍 "Dizem que hoje em dia se escrevem livros demais. Eu acho que não... sempre tem espaço para os bons."

O livro começa de forma muito interessante com um encontro casual em um trem entre Luke Fitzwilliam, um policial aposentado, e Lavinia Pinkerton, uma meiga idosa de uma cidadezinha do interior. Ela confidenciou a Luke sobre um assassino que vinha matando diversos de seus conhecidos e ela achava que a próxima vítima já estava encomendada. Depois desse encontro, um acontecimento surpresa fez com que Luke repensasse a história da senhorinha Lavinia, e sua curiosidade e disponibilidade de tempo o levaram até Wychwood, local que os crimes estavam acontecendo.

🔎 "Mas veja como esse lugar é maravilhoso... não se pode guardar um segredo! É por isso que eu gosto: tão diferente da cidade desumana, do você cuida do seu que eu cuido do meu! Fofocas, malícias, escândalos... é tudo muito delicioso, caso se tenha o devido ânimo para aceitar!"

Em Wychwood, somos apresentados a Bridget Conway, ela era como uma bruxa com cabelos longos e pretos, inteligente e perfeita. Talvez ela realmente fosse uma bruxa, o que explicaria perfeitamente a onda de sentimentos e fofocas que começaram a borbulhar na narrativa.

🔍"ÀS vezes a crueldade não é tanto inata, mas se deve ao fato de que a imaginação demorou a amadurecer. É por isso que, quando se concebe um homem adulto com mentalidade de criança, você percebe que a astúcia e a brutalidade de um lunático podem passar totalmente despercebidas pelo homem em si. Estou convicto de que a falta de maturidade em um aspecto ou outro é a raiz de boa parte da crueldade e brutalidade no mundo de hoje."

Um dos pontos fortes do livro para mim foi o motivo dos crimes. A sagacidade da autora ao desenvolver o assassino e toda sua psicopatia é de um brilhantismo sem igual.


"É fácil matar... desde que ninguém suspeite da sua pessoa."


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