• Kelly Rossi

The Long Walk - resenha


Autor - Stephen King (como Richard Bachman)

Editora - Gallery Books

Gênero - Distopia, suspense

Páginas - 312

Ano - 2018

ISBN - 9781501144264

Classificação - ⭐⭐⭐⭐


Sinopse - "Em um futuro próximo, onde os Estados Unidos se tornou um estado militar, cem garotos são selecionados para entrar em uma competição anual, onde o vencedor é premiado com o que ele desejar, para o resto de sua vida. As regras são simples: manter um ritmo de marcha constante, de seis quilômetros por hora, sem parar. Três advertências, e você está fora, permanentemente."


Eu fiquei extremamente cansada ao ler esse livro, mas não que a leitura tenha sido chata e cansativa, pelo contrário. Fiquei tão envolvida que meus pés e respiração também foram afetados.


Cem adolescentes se voluntariam para fazer parte de um evento anual chamado A Longa Marcha. Uma espécie de reality show com regras bem simples: andar em uma velocidade média de 4 km/h sem diminuir o ritmo. Quem não conseguir manter o ritmo, recebe alguns avisos, caso não volte a velocidade estabelecida imeditamente, leva um tiro e sai do evento morto. Basicamente é proibido parar, todos continuam andando até que 99 garotos estejam mortos e reste apenas um para ganhar o prêmio final.


Em resumo, "The Long Walk" é um evento sangrento e mortífero feito para distrair a massa de uma sociedade distópica.


Enquanto estava lendo, eu me perguntava: quem em sã consciência se voluntariaria para participar de um jogo tão absurdo como esse? Acredito que essa seja uma das reflexões mais bacanas do livro. Claro que não tem uma resposta exata e ao longo da marcha, acompanhamos e entendemos melhor a razão de cada um dos principais participantes estar ali. No geral, nós pensamos que somos especiais, que as coisas, no fim, vão dar certo para nós, principalmente quando somos adolescentes e achamos que somos os donos da parada toda e enxergamos a mortalidade tão distante.


Aos poucos, a realidade se torna sombria, e a cada caminhante derrubado, mais agoniante a história se transforma.


Tudo isso me lembrou as Marchas da Morte que aconteceram durante o Holocausto na Segunda Guerra Mundial, onde dezenas de milhares de prisioneiros enfraquecidos, famintos e sem proteção contra o frio foram obrigados a andar por longas distâncias. Os guardas das SS atiravam em quem não conseguisse acompanhar o passo ou continuar a marchar. Só nas de Auschwitz, mais de 15.000 prisioneiros morreram durante as marchas da morte.


Enfim, voltando ao livro, acabei me apegando a alguns personagens e até me emocionei em algumas partes. Achei o final um tanto preguiçoso, bem típico do King, mesmo assim ele nos deixa questionando tudo, principalmente sobre a valoração da vida.


Essa foi uma releitura, li a primeira vez na versão em português disponível pelo site Lelivros. Posso dizer que minhas impressões não mudaram, e dos 3 livros que li com o heterônimo de Richard Bachman, esse foi o melhor até agora.


"A Longa Marcha" / "The Long Walk" é deprimente e brutal, um mundo de Richard Bachman, voadores. Se você pensa em encarar, calce uma bota bem confortável com o bom solado e sempre mantenha o ritmo.


Beijos, um ótimo voo a todos e até a próxima! 📚❤



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