• Kelly Rossi

A Dança da Morte


Autor - Stephen King

Tradução - Gilson Soares

Editora - Suma de Letras

Gênero - Pós-apocalíptico

Páginas - 1248

Ano - 2013

ISBN - 9788581050546

Classificação - 4,5⭐


Sinopse (orelha) - "Um nanossegundo. Foi o que bastou para que praticamente toda a população fosse varrida da Terra. Em um erro sem precedentes, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos libera acidentalmente um vírus e se mostra incapaz de impedir a saída de um paciente contaminado. Logo, o vírus se espalha pelo mundo.

Esse é o tema da primeira parte de A dança da morte, um dos maiores clássicos de Stephen King. Além dela, o livro ainda conta com duas outras seções.

A Segunda detalha a saga dos sobreviventes. De um lado, um grupo se une à bondosa Mãe Abagail para estabelecer uma sociedade pacífica. Do outro, estão os partidários de Randall Flagg, um homem cruel que tenta organizar sua própria sociedade por meio de uma governança tirânica.

Já a terceira parte do livro narra o derradeiro confronto entre as forças em oposição. Em um final inesquecível, elas lutarão até as últimas consequências para que seu lado saia vitorioso."


"Sob o deserto da Califórnia e subsidiado pelo dinheiro dos contribuintes, alguém finalmente inventara uma corrente que funcionava. Uma corrente extremamente letal."


E essa corrente era um vírus, uma supergripe que ficou conhecida como a Capitão Viajante e quase devastou a humanidade.


O livro foi dividido em três partes. A primeira trata exatamente sobre a pandemia da supergripe, explica como o vírus se alastrou e quais foram as consequências dessa contaminação ter se espalhado pelo mundo.


Em um primeiro momento, a leitura causa um certo choque devido às semelhanças com o que estamos vivendo, mas logo o foco da narrativa muda e nos deparamos com a luta pela sobrevivência daqueles que são imunes à doença.


Os aspectos da natureza humana são explorados ao máximo nessa obra. Na segunda parte, depois que cidades inteiras são dizimadas, um dos sentimentos que mais se destacaram para mim foi a o medo da solidão. A necessidade de encontrar e conviver com outras pessoas era gritante. Conforme os dias vão passando, os sobreviventes começam a receber chamados enquanto dormem. Alguns são convocados pela bondosa Mãe Abagail e outros pelo temido homem cruel, Randall Flagg.


Enquanto acompanhamos a formação de um nova sociedade, o estilo de narrativa nos proporciona conhecer os pensamentos, medos e sensações de cada personagem. Eu gosto muito desse tipo de escrita, sinto que fico mais conectada com a história.


As descrições das mortes são extremamentes cinestésicas. Um capítulo inteiro foi dedicado à mortes super bizarras de deixar o queixo caído. Precisa ter o estômago forte.


A terceira e última parte foi dedicada à luta entre o bem e o mal. Achei o desfecho incrível, com certeza, um dos melhores finais que li dos livros do King até agora. Além de fechar a história, ele instiga e faz a gente refletir muito sobre a essência da humanidade.


Eu gostei muito da construção da história, mas senti falta de mais presença do Randall Flagg. Foi um vilão que não consegui odiar. Também preciso frisar que os capítulos são grandes e a leitura é lenta, pelo menos foi para mim. Não recomendo para leitores que ainda não estão acostumados com a escrita do King.


"Ninguém pode dizer o que se passa entre a pessoa que você foi e a pessoa na qual se transformou. Ninguém pode delimitar aquela seção depressiva e solitária do inferno. Não há mapas de troca. Você simplesmente... passa para o outro lado."


No momento estou assistindo à séria The Stand que está sendo transmitida pelo streaming Starzplay. Ainda estou bem no começo, mas estou gostando bastante. Ela não é linear como o livro, mas até agora está me parecendo bem fiel.



Você já assistiu à série ou leu o livro? Tem vontade de conhecer a história?



Beijos, um ótimo voo a todos e até a próxima! 📚💕

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