O Morro dos Ventos Uivantes - Resenha

Título - O Morro dos Ventos Uivantes
Autora - Emily Brontë
Tradução - Solange Pinheiro
Editora - Martin Claret
Gênero - Romance, Clássico
Páginas - 457
São Paulo - 2018
ISBN - 978-85-440-0202-5
Classificação - ⭐⭐⭐


Sinopse - "O Morro dos Ventos Uivantes (1847), obra-prima da inglesa Emily Brontë, é um dos grandes clássicos da literatura mundial. Adaptado para o cinema inúmeras vezes, a história do amor intenso e turbulento entre Cathy e Heathcliff continua a arrebatar os leitores década após década. A narrativa se desenvolve na região inóspita onde se encontra a mansão que dá nome à obra, e possui traços góticos que aproximarão o leitor moderno. Cathy e Heathcliff desenvolvem, logo que se conhecem, uma afinidade que ultrapassa as convenções sociais, as diferenças de gênero e até a morte."

Esse foi o segundo livro da Leitura Coletiva #lendobronte. "O Morro dos Ventos Uivantes" é um romance gótico vitoriano com um toque sobrenatural e fantasmagórico. A história principal gira em torno de Cathy e de Heathcliff, que se amam desde a infância mas seguem brigando como cão e gato.

Nelly Dean é uma espécie de âncora da obra. Além de estar envolvida em toda a história, ela é nossa principal narradora. Típica fofoqueira que está disposta a contar todos os detalhes da vida alheia para quem interessar. Apesar de se mostrar um tanto manipuladora em alguns pontos, ela é uma das minhas personagens favoritas, seguida da Cathy filha e do Hareton que aparecem com mais destaque no fim do livro.

Os protagonistas de "O Morro..." são extremamente mimados, egoístas e interesseiros. Mesmo considerando a época em que a obra foi escrita, eu não consigo gostar nem um pouco dos personagens e isso atrapalhou meu envolvimento com a leitura.

Todo esse ranço que a autora faz a gente sentir pelos personagens é fundamental para aguçar a vontade de continuar lendo. Tem momentos que eu não sei se torço para que eles melhorem e fiquem bem ou se torço para que se ferrem de vez (desculpem o linguajar).

Para mim, o que salvou a história foram a Cathy filha e o Hareton. Penso nos dois como uma versão mega melhorada da Cathy mãe e do Heathcliff. O que a Cathy mãe tem de fraca e egoísta, a Cathy filha tem de forte e amorosa, e o que o Heathcliff tem de vingativo e amargurado, o Hareton tem de tolerante e humano. 

O livro não esclarece a origem duvidosa de Heathcliff, mas sabemos que ele é um cigano e por isso sofre muito preconceito por todos em sua infância. Os maltratos sofridos são incorporados em sua alma, e de uma criança endiabrada passa a ser um adulto vingativo, perverso, violento, amargo e egoísta ao extremo.

O desfecho do livro também não me agrada, tenho a impressão que toda a amargura e vingança cultivadas pelo Heathcliff são recompensadas. Talvez eu não tenha entendido o propósito do livro, porque vejo que muitos por aí amam essa história. Mas infelizmente eu só consigo olhar para ela e ver um amor doentio e obcecado que foi capaz de destruir a tudo e a todos que estivessem pelo caminho.

Acho que eu nunca fiquei tão triste como eu fiquei com esse livro... sei lá, acho que a decepção foi muito grande. Quem sabe uma releitura daqui a alguns anos me ajude a entender e olhar para ele com outros olhos, neh!?

Vocês já leram esse livro? Gostaram? Têm alguma dica ou alguma explicação para que eu consiga absorver melhor os acontecimentos? Sério, gente! Não consigo entender o porquê essa obra merece lugar de destaque entre os romances do século XIX e ainda é tão citada e afamada.😕 


Beijos, um ótimo voo a todos e até a próxima!💖📚



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