Caixa de Pássaros - Resenha


Título - Caixa de Pássaros
Autor - Josh Malerman
Tradução -  Carolina Selvatici
ISBN - 9788580576528
Editora - Intrínseca
Páginas - 272
Local - Rio de Janeiro, 1ª Ed.
Classificação - ⭐⭐⭐⭐

Sinopse - "Em um mundo de recursos escassos, olhos vendados e um terror persistente, encarar os próprios medos é apenas o início da viagem. Quatro anos depois de tudo ter começado, restaram poucos sobreviventes, incluindo Malorie e seus dois filhos pequenos. Morando numa casa abandonada próxima ao rio, ela sonha há tempos em fugir para um local onde sua família possa ficar em segurança. Mas a jornada que têm pela frente será assustadora: 32 quilômetros rio abaixo em um barco a remo, vendados, contando apenas com a inteligência de Malorie e os ouvidos treinados das crianças. Uma decisão errada e eles morrem. E ainda há alguma coisa os seguindo. Será que é um homem, um animal ou uma criatura desconhecida?"

Um livro de suspense com uma história muito interessante, um medo e dificuldades pouco imagináveis pela grande maioria da população.

Com o "boom" de histórias de terror e suspense que envolvem zumbis, humanos em putrefação devoradores de carne humana, um medo palpável e facilmente imaginável nos dias atuais. "Caixa de pássaros" supera as histórias de zumbis e apresenta um novo medo, o medo do desconhecido, pessoas que enlouquecem ao usar um de seus sentidos, a visão. A insanidade é tanta que a pessoa chega ao ponto de tirar a própria vida.

Josh Malerman, em seu livro de estréia, narra o problema no seu princípio, desde os primeiros casos de assassinatos e suicídios até a incansável luta pela sobrevivência daqueles que conseguem manter os olhos fechados.

Os sobreviventes que protagonizam a história vivem em uma casa protegida por cobertores e tecidos negros que cobrem janelas e portas. O lugar tem dois andares, um porão e um sótão, todos os cômodos são protegidos e ninguém pode olhar para fora da casa, já que o risco de enxergar algo que os machuquem é muito grande. Sempre que precisam sair para buscar água no poço ou suprimentos para sobreviver, é necessário fechar os olhos usando vendas negras. Um simples pedaço de tecido preto é transformado em uma grande e essencial armadura!

O livro é dividido em quarenta e três capítulos, o autor os intercala com a mesma história em tempos diferentes, passado e presente! Muitas vezes senti vontade de pular algum capítulo para descobrir a sequência dos acontecimentos que lia... rs...

Malorie, a personagem principal, descobre sua gravidez no início do "novo mundo". A personagem não planejava ter filhos, nem namorado ela tem, mas em momento algum ela pensa em aborto. Seu único pensamento cruel é cegar o filho quando ele nascer. Ela até tenta fazer isso em uma situação, mas perde a coragem no último momento. 

Apesar de todas as dificuldades, Malorie consegue sobreviver. Sua força e um pouco de sorte foram fundamentais. Ela cria e treina seu filho para o novo mundo, mas não apenas seu filho, também cria e treina a filha de Olympia. Olympia também faz parte do grupo que sobrevive na casa, dá a luz no mesmo dia que Malorie, só que infelizmente enlouquece depois do parto.

Outro personagem muito importante é Tom. Corajoso e cheio de ideias, é ele quem mantém a casa viva e inspira os outros moradores.

Cada sobrevivente tem sua história única e muito sofrida. Para mim, a de Tom é a mais triste de todas porque no começo de tudo ele perde sua filha de uma maneira muito cruel.

No geral o livro é envolvente, sua história atiça a curiosidade do leitor e ficamos querendo descobrir o que as pessoas enxergam que as fazem enlouquecer. A descrição do autor referente as tarefas do dia a dia executadas por cada personagem nos causa um certo pânico. Por exemplo, é apavorante (pelo menos para mim) se imaginar dirigindo um carro, ou remando um barco totalmente sem visão!

Para mim, ficou faltando explicar alguns pontos como, por exemplo, o que acontece com Gary? Por que ele é o único que fica com os olhos abertos e não se mata?

Outra coisa que me incomodou um pouco é a forma como são escritos os pensamentos. Todos os pensamentos dos personagens são indicados por letras no estilo itálico e o escritor usa a repetição para indicar o medo ou pânico dos protagonistas. Porém, alguns pensamentos são repetidos em uma quantidade exagerada ao ponto de deixar a leitura cansativa.

Outro ponto que me deixou um pouco decepcionada foi o fato do não esclarecimento da ameaça. Qual a causa desse problemão? O que as pessoas e os animais não podiam enxergar? 

Esse é o grande mistério do livro! Já que os personagens não podem ver aquilo que os aterrorizam, nós, os leitores, também não podemos descobrir.

Qual sua teoria? Se você já leu "Caixa de Pássaros", compartilhe sua ideia conosco!

Abraços e até a próxima!

  





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