O diário de Anne Frank - Resenha

Título - O diário de Anne Frank
Tradução - Alves Calado
Editora - Record
Edição - 43ª, Rio de Janeiro, 2014
ISBN - 9788501068200
Editado e revisado originalmente por Otto H. Frank e Mirjam Pressler
Design de capa, projeto gráfico e editoração eletrônica - Renata Vidal da Cunha
Classificação - ⭐⭐⭐⭐⭐💖

Sinopse - "O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona milhões de leitores. Seu diário narra os sentimentos, os medos e as pequenas alegrias de uma menina judia que, como sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto."


As novidades desta edição especial para colecionador são:
  • Imagens inéditas;
  • Comentários bem marcados da própria Anne em algumas passagens;
  • Posfácio com informações atualizadas;
  • Uma carta da Unicef, que receberá grande parte dos recursos obtidos com a venda do livro; e
  • Capa dura com padronagem do diário oficial de Anne.
O diário, chamado carinhosamente de Kitty por Anne, foi escrito entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944 e apresenta o relato de uma menina que viveu no período da 2ª Guerra Mundial. Anne estava com 13 anos quando começou a escrever seu diário e aos 15 anos foi forçada a parar.

"Espero poder contar tudo a você, como nunca pude contar a ninguém, e espero que você seja uma grande fonte de conforto e ajuda." (Anne Frank, 12 de junho de 1942)

E realmente Anne contava tudo. Ao ler o livro você conhece uma menina cheia de dúvidas e ao mesmo tempo de cheia de certezas, típico da maioria dos adolescentes. Os relatos apresentam detalhes da rotina da própria menina e de seus companheiros de esconderijo. Ela conta como compravam e faziam comida, como usavam o banheiro, como se exercitavam, como se cuidavam quando ficavam doentes, entre outras tarefas cotidianas...

"Sinto-me como um pássaro a quem cortaram as asas e que bate, na escuridão, contra as grades da sua gaiola estreita"

Muita coisa relatada no livro são afazeres tão simples para nós que muitas vezes nem percebemos, é automático. Esse aspecto do livro é muito significativo, pois ao lê-lo começamos a valorizar pequenas coisas que antes passavam despercebidas, tais como: escovar os dentes a qualquer hora, sair de casa e comprar um sapato para substituir aquele que não serve mais, abrir a janela do quarto para deixar o sol entrar ou simplesmente para sentir a brisa do ar. A situação que Anne se encontrava a privava de muitas coisas e ela fazia questão de contá-las a seu diário, a escrita fazia com que se sentisse melhor.
O livro também é rico de opiniões políticas formada pelos moradores do esconderijo.

Com a emoção a flor da pele, a menina conta sobre suas paixonites e faz comentários pouco elogiosos daqueles que dividiam o sótão com ela.
Muitos dos dias escritos em seu diário foram dedicados à sua mãe (Edith Frank), infelizmente com severas críticas, tanto que seu pai, Otto H. Frank (Pim), após o término da Guerra, ao receber as folhas do diário de Anne em mãos, se surpreende com a visão de sua filha sob vários aspectos. O Sr. Otto Frank retira várias passagens do diário antes de publicá-lo, alguns dos relatos omitidos falavam sobre sexualidade e outros eram críticas aos moradores do "Anexo Secreto".

"Vivia deprimido por lembranças tão dolorosas. Para mim foi uma revelação diante de meus olhos surgia uma Anne completamente diferente da filha que perdera." (Otto H. Frank, 1946)

Conforme a leitura caminha e você vai se envolvendo com Anne, sua família e amigos, fica cada vez mais difícil aceitar a realidade. Acompanhar todo o amadurecimento da menina a cada "carta" dedicada a sua amiga imaginária, Kitty, e saber que ela terá um triste fim, que será duramente arrancada de seus sonhos e privada daquilo que lhe era mais valioso e pelo qual lutou tanto, sua vida... é difícil...
Ao fechar o livro me senti impotente e inconformada, apesar de não ter vivido naquela época fico, pensando que poderia ter sido tudo muito diferente para Anne e sua família e para muitas outras famílias que infelizmente viveram esta tragédia que marcará para sempre a história da humanidade.



Para conhecer mais sobre a história de Anne Frank acesse http://www.annefrank.org/pt/

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